Prévia do novo cenário: Longínqua

Veja a prévia do cenário Longínqua

Bem-vindo a Longínqua, um cenário de fantasia medieval totalmente original sendo desenvolvido para o Épico RPG! Hoje você vai saber um pouco sobre o projeto, e também um resumo sobre os reinos da margem ocidental do continente (com um mapa lindão que você já pode usar para jogos se quiser!) 😉

Longínqua – margem ocidental – clique para ampliar

Introdução

Longínqua vem sendo desenvolvido ao longo de vários anos, para uma experiência de única de aventura, intriga e ambientes exóticos, sem precisar da ajuda dos maiores chavões da fantasia. Neste cenário, humanos coexistem com povos feroides: espécies sencientes de animais bípedes, como os reptanis, os feles, os solares e os insetoides. Os típicos elfos e anões da mitologia tolkieniana não estão presentes na versão mais padrão (e recomendada) do cenário, porque a aventura flui muito bem sem eles. E se você ama elfos e anões, terá todo o suporte para adicioná-los em sua campanha.

Esta prévia apresentará em linhas gerais as regiões mais importantes do lado ocidental do continente. É só um gostinho do que está por vir, mas você já pode se inspirar e jogar desde já se quiser (e nós podemos ajudar)!

Reinos e Domínios

Acácia

A Corte de Acácia está situada numa região de pradarias temperadas ao norte da Bacia do Tridente. Conta-se que, em uma era passada, uma família da alta nobreza do agora extinto Império Aeterno estava sendo caçada pelo imperador por terem direito de sucessão a reinos do norte. Para sobreviver, eles fugiram do império e fundaram Acácia, pouco antes da Fúria Divina. Esta transição certamente não foi fácil, marcada por embates com víngaros do norte, forças do próprio império que lhes perseguia, o clima rigoroso e poucos aliados. A história de seu êxodo tem inúmeras versões desencontradas, sempre com um quê de impossível.

A região de Acácia é marcada por suas planícies amplas e colinas ainda cobertas de mata nativa. O céu é frio e cinzento na maior parte do ano, com nevascas no auge do inverno.

Os acácios têm uma tradição de criação e treinamento de cavalos, e foram o primeiro povo a usar a cavalaria em larga escala. Até hoje a cavalaria acácia se considera a melhor do continente, ainda que nas últimas décadas as pesadas armaduras e o treinamento metódico do aquilanos se comprove extremamente eficaz e torne difícil determinar quem tem a cavalaria mais poderosa.

Carga a cavalo Épico RPG Longínqua

As famílias originadas pelos fundadores de Acácia até hoje exercem influência política sobre a região. O governo é composto por um grupo de anciões de cada família, sem um déspota que lhes tome a liberdade novamente.

Áquila

Armadura aquilana Épico RPG Longínqua

Orgulhoso e decadente, construído sobre os ossos do Império Aeterno, o Reino de Áquila é uma das grandes forças políticas e militares do continente, que fica entre a Bacia do Tridente, a Espinha do Mundo e a Cordilheira da Rosa.

Quando o antigo império ruiu, os reis sobreviventes tomaram as regiões que puderam, dividindo a região entre si, barganhando a influência que tinham em troca de terras que acabaram rapidamente se tornando pequenos reinos como Caecília, Urza, Pervinca e Prímula. Áquila começou como uma liga de cidades desencontradas que levaram mais de um século para se unirem.

Áquila se orgulha de procurar resgatar o que o velho império produziu de melhor, como seu abrangente código de leis, organização política, estratégia militar, urbanização, e incentivo à inovação científica e inventos tecnológicos. Todas as cidades de Áquila têm pelo menos uma escola, um hospital e uma milícia local que mantém a ordem.

Logicamente, o reino mantém toda esta estrutura a altos custos, e depende de uma rígida burocracia que já dá sinais de cansaço. Os impostos a todas as castas são altíssimos, e quanto mais próspero distrito, maior o cheiro de corrupção no ar.

O Reino de Áquila nutre uma rivalidade com a Corte de Acácia, que reiteradamente reclama antigos direitos de posse sobre regiões entre as águas da Bacia do Tridente. Ambos os lados já organizaram invasões de ocupação, até hoje sem sucesso decisivo ou duradouro. Acácia não consegue reunir uma força capaz de expulsar aquilanos de nenhuma cidade do norte, e Áquila jamais conseguiu tomar o Forte do Tridente, ou transpor a Bacia com uma força grande o suficiente para assustar os belicosos acácios.

Caecília

Caecílio Épico RPG Longínqua

Outro reino remanescente das ruínas do Império Aeterno, Caecília foi rápida em se desvencilhar de sua história antiga, criando para si novas tradições, novas formas de viver e de trabalhar, buscando um futuro após a guerra. Eles não ressentem o fim do império; na verdade, aproveitam todas as lições que puderem de sua derrocada, para evitarem os pecados do passado. Caecílios são em geral vanguardistas, ambiciosos e pragmáticos. Eles conquistariam o mundo se lhes fossem dadas as chances.

Politicamente, o trabalho dos caecílios é quase sempre inovador, focado no sucesso. Eles acreditam que podem chegar a qualquer lugar e terminar qualquer tarefa, e isso lhes dá vocação para aventura, artes e invenções.

A expansão de Caecília é barrada por vizinhos difíceis de conquistar, a falta de uma saída para o oceano e uma relativa pobreza de riquezas naturais locais.

Lótus

A “flor do sol”, Lótus é uma enorme cidade-estado situada à margem leste do Mar das Flores. Murada e habitada por aproximadamente meio milhão de pessoas entre residentes e viajantes, ela serve de ligação e ponto de partida entre várias partes do continente. Todas as raças, povos, classes são recebidos igualmente bem (ou mal) em Lótus, sem julgamento e sem privilégios. Chegam e partem daqui aventureiros, mercadores, exploradores, estudiosos e malucos, de e para todos os destinos possíveis: desde os reinos humanos do ocidente, passando pelos charcos do sul, o deserto central, o oriente distante, ilhas grandes e pequenas e além do oceano.

Lótus tem uma longa história e herança cultural, e se mantém independente e imune a guerras e ditadores por milênios, enquanto são submetidos apenas por seu governo local, considerado por muitos “bom demais para ser verdade”. Um dos muitos mistérios da cidade eterna.

Pervinca

Conhecida como “a flor espinhosa”, Pervinca é um reino de dificílimo acesso, por ser isolado há séculos de todas as outras nações. Localizado no lado sul do Mar das Flores e bastante próximo das comunidades bárbaras dos Domínios de Vípera, eles decidiram cortar relações e perseguir seus próprios ideais. A história conta que eles sofreram imensas perdas em batalhas sangrentas durante a Fúria Divina. Alguns acreditam que isso abalou a mente dos pervíncios, outros que uma maldição eterna se abateu sobre eles, e ainda há os que afirmam que eles próprios causaram a Fúria Divina. Estes temem que seus projetos recentes firam o Pacto e possam, um dia, causar um novo cataclisma.

Pervinca Épico RPG Longínqua

Prímula

Conhecido como a “rosa do Mar das Flores”, o Reino de Prímula é um domínio sempre em ebulição. Ao nascer, todo primulano é trazido à vista do mar para que saiba para onde seu povo está virado.

E o mar é, de fato, o que define muito da realidade de Prímula. Ele é sua maior força, e sua maior limitação. Prímula não se expande, a não ser que seja pelas águas. Eles também não relutam em mostrar a força de sua marinha, engajando em pirataria e contrabando como estilo de vida. Isso deu aos primulanos a reputação de ladrões e assassinos. Os reis que tentaram fazer de Prímula andar por outros caminhos, até aqui, sempre falharam de uma forma ou de outra.

Típicos primulanos são bem humorados e hospitaleiros. Alguns pensam que todos aqui são exageradamente passionais e indisciplinados, mas isso pode ser uma falha em compreender que primulanos têm sua própria honra e costumes, e não veem razão para seguir a honra e costumes dos outros, assim como não se ofendem por suas diferenças. Por exemplo, primulanos têm hierarquia rígida, mas não mostram falsa reverência a não ser que tenham medo das consequências (e líderes que exigem falsa reverência raramente duram por muito tempo em Prímula).

Acostumados a lutar sobre um convés em mar aberto, guerreiros primulanos preferem armas rápidas e vestes leves, para o caso de precisarem se deslocar a nado. Os guerreiros de elite em Prímula desenvolveram um estilo que chamam de danza, inspirado nos movimentos dos ventos e das águas. Eles empunham espadas leves e longas, privilegiando a perfuração e a precisão, com esquivas e fintas elaboradas. Os mestres deste estilo parecem dançar enquanto lutam, mas são bastante letais.

Sarana

Sarano Épico RPG Longínqua

Ao sul da Espinha do Mundo, uma grande cidade-estado se desenvolveu à beira de um oasis brilhante. Sarana é o portal do ocidente para um dos maiores desertos do continente e seu povo exótico.

Sarana é territorialmente ampla para uma cidade murada, e bastante heterogênea, dividida em distritos de variadas castas, raças, tribos e finalidades. Apesar da secura do deserto, há dezenas de milhares de pessoas vivendo aqui, sob o comando de um pequeno conselho de nobres e seus exércitos pessoais. Juntos eles compõem uma força militar de poder considerável, em parte por conta de seus métodos sinistros de alistamento e treinamento. A escravidão é comum em Sarana, e há nobres especializados em preparar soldados fanáticos desde a infância. Há ainda os que empregam criaturas nada convencionais como grandes monstros do deserto em seus pelotões, e centenas de mercenários que chamam Sarana de lar.

Urza

O grande feudo da Urza sobreviveu quase incólume à Fúria Divina, graças à sua pura e sincera conexão com a natureza. Em geral os urzi valorizam estilos de vida simples e práticos, e evitam alterar a ordem do mundo. Nesta lógica, as ambições que levaram à terrível guerra contra os próprios deuses raramente estiveram presentes nesta região.

Urzi Épico RPG Longínqua

Isto não significa que os urzi são todos bons, ou inocentes, ou sem ego e ambições. O povo de Urza leva muito a sério tradições anteriores até mesmo ao velho Império Aeterno, e muitos aqui afirmam celebrar os ensinamentos mais antigos dos deuses. É claro que todo homem é humano, e até entre os modestos urzi há decadência e escolhas erradas. Mas se os deuses lhes pouparam, deve haver uma razão.

Áquila e principalmente Caecília são rivais de Urza pela hegemonia entre a Bacia do Tridente e a Cordilheira da Rosa. Áquila se reconstruiu rapidamente em torno de sua capital, enquanto Caecília atacou as bordas de Urza repetidamente ao longo dos anos, ao ponto de os povos terem se tornado amargos entre si. Sem grandes exércitos, Urza emprega uma série de mecanismos naturais de guerrilha para combater invasores: arqueiros camuflados em florestas, barragens que podem inundar vales e acelerar rios, emboscadas em ravinas e até deslizamentos em colinas.

Valkíria

A vasta e mística Valkíria é uma das nações que mais valoriza o conhecimento, a devoção e a magia. Situada na costa oeste, é governada por um conselho de magi poderosos, escolhidos ou aceitos por seu domínio de artes arcanas. A tradição de meritocracia dos magi é tão forte, que não é necessário ser valkir para participar do conselho–de fato hoje apenas cinco dos dezenove membros do conselho são valkiri. Os demais são humanos nascidos em outras regiões, mas também dois feles e um solar.

Valkíria é bastante ampla territorialmente, mas relativamente esparsa em população. Quase todos cidadãos se concentram na sua capital e em torno da grande universidade, onde muitos buscam entrada para serem educados em ciências deste e outros mundos. Obviamente não há lugar para todos.

A capital é considerada uma das cidades mais impressionantes conhecidas pelo homem, graças às muitas inovações trazidas pelo uso criativo e permanente da magia, que permitem conveniências como transporte, iluminação e construção de estruturas incríveis. A mais incrível e mais famosa destas construções é uma torre que flutua sobre o centro da cidade, onde se concentra o conselho de magi, em uma imensa exibição de poder.

Muitos de outros reinos veem este uso liberal de magia como um sinal de ambições superiores–as mesmas ambições que causaram a Fúria Divina anteriormente. O conselho sempre se refere a este evento com grande cautela, garantindo que exploram as mais diferentes vias arcanas de forma responsável, conforme manda a lei local.

Pique
Víngaros Épico RPG Longínqua

Víngara

Víngara é uma extensa região ao noroeste de Longínqua. Muitos não a consideram uma nação, em razão de sua estrutura descentralizada quase tribal. As cidades víngaras são amplamente autônomas e lutam entre si, de modo que é praticamente impossível determinar políticas para o povo como um todo. O rei quase sempre reina pela força, e sua força é limitada pelo número de arls aliados que consegue reunir sob seu julgo.

Víngaros na maioria são altos e pálidos, com cabelos variando do alaranjado ao loiro ou cinzento. Ao leste da região, têm pele mais escura da miscigenação com os marcos, sendo que os víngaros marcos são quase todos negros. Sua cultura valoriza a força física como uma das mais importantes características de uma pessoa, de modo que é raro ver um víngaro que não exiba grande vigor.

Nativos de uma região fria e pedregosa, víngaros podem se sentir à vontade em situações de dificuldade e míngua. Eles exploram lugares inóspitos que a maioria não tentaria, por terra, rio e mar. Por isso é comum encontrar víngaros em todo o ocidente, mesmo que em pequenos números. Eles dominam a arte da construção de barcos que navegam tanto em águas profundas como em rios rasos, carregando saqueadores armados com machados e escudos.

Domínios de Vípera

Máscara ritual

Nos dias de hoje, pouco se sabe dos Domínios de Vípera em nações humanas. Situados ao sudoeste do continente, os Domínios não formam uma nação coesa, mas sim uma região unida por instintos básicos. A maior parte da população aqui é composta por reptanis, que vivem em comunidades tribais desconfiadas de humanos. Há famílias de outras raças nas tribos, mas elas precisam provar seu valor a cada dia ou serem expulsas, seguindo as complexas leis locais.

A maior parte da região é úmida e pantanosa, o que em geral não incomoda os locais. As fortes chuvas provêm fertilidade e sustento aos charcos, e para as tribos isso é quase tudo o que importa. Bem, isso, e guerrear com forasteiros.

Apesar de desunidos como nação, e mesmo sendo considerados bárbaros pelos povos mais ao norte, os Domínios têm poderosos líderes militares, com bons guerreiros que não hesitam em mostrar sua força à menor provocação. Alguns destes líderes usam magia xamânica em combate, tornando-os oponentes formidáveis e imprevisíveis.

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